Utilização das Ferramentas e Programas de Concepção de

Conteúdos Interactivos das  Novas Tecnologias e a Internet

pelos Professores de Inglês do 2º e 3º Ciclos do Distrito de Beja

 

 

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Projecto Pesquisa e Plano de Trabalho

João Jardim Fernandes

 

Mestrado em Comunicação Educacional Multimédia Universidade Aberta

 

Orientador: Doutor António Quintas Mendes

 

 

Utilização das Ferramentas e Programas de Concepção de Conteúdos Interactivos das Novas Tecnologias e a Internet pelos Professores de Inglês do 2º e 3º Ciclos do Distrito de Beja

 

    

 

 

Resumo

O presente estudo pretende identificar, clarificar e evidenciar o ponto de situação de uma investigação sobre a rentabilização pedagógica e efectiva utilização das Novas Tecnologias e da Internet que é feita pelos professores de Inglês do 2º e 3º Ciclos do Ensino Básico do distrito de Beja e posteriormente tentar resolver eventuais dificuldades e implicar os professores num futuro pedagogicamente mais orientado para as potencialidades da tecnologia inter e transdisciplinarmente.

Que ferramentas tecnológicas utilizam? De que forma utilizam-nas? A que outros recursos recorrem para ensinar aos seus alunos? A Internet? De que forma? Quando ? Com que frequência?

 

Abstract

The present study wishes to identify, clarify and show the state of art of an investigation on the pedagogical asset and effective usage of the New Technologies and the Internet that is done by the English teachers in the district of Beja and later intent to resolve any difficulties and imply the teachers necessity in a future pedagogically more orientated to the potentials of the new technologies within English language and other curriculum subjects.

What technological tools do they use? In which way are they used? What other resources do they use to teach their students? The Internet? In which ways? When? How often?

 

Palavras Chave: Novas Tecnologias, Pedagogia, Língua Estrangeira, Inglês, Internet, Software, Ferramentas de Comunicação, Ferramentas de criação de conteúdos.

 

INTRODUÇÃO

INTRODUÇÃO

 

Os avanços tecnológicos a que a nossa sociedade assiste actualmente reflectem-se numa mudança a nível educativo (Cornu, 1995). De facto, concordamos com este autor quando refere que “the integration of new technologies in society should imply their integration in education” (p. 6). Na mesma linha de pensamento Ponte e Serrazina (1998) referem que “as novas tecnologias têm tendência para se constituir cada vez mais como um elemento presente em toda a actividade educativa” (p. 10).

A preocupação em torno da integração das novas tecnologias na realidade educativa tem sido cada vez maior, sendo frequentemente tema em destaque em diversos fóruns internacionais. Exemplo disso foi o documento saído da V Conferência dos Ministros da Educação europeus, em 2001, onde foram expressos fortes e válidos argumentos que justificam a urgência da integração das TIC na escola, a necessidade de preparação de cada indivíduo agora estudante para a vida activa e o mundo laboral, onde as TIC estão inexoravelmente presentes; a justiça na criação e manutenção de igualdade de oportunidades, entre os alunos, no acesso às TIC; as novas maneiras de encarar as relações pedagógicas entre os alunos, professores e encarregados de educação, que as TIC permitem; as novas possibilidades que as TIC encerram de compreender o mundo, especialmente o científico, com recurso aos programas de simulação; as mais-valias que as TIC oferecem que as TIC oferecem para o ensino de alunos com necessidades educativas especiais; a possibilidade de troca de saberes e experiências com outros alunos, com comunidades científicas, etc.; a necessidade de preparação de cada indivíduo agora estudante para a vida activa e o mundo laboral, onde as TIC estão inexoravelmente presentes; a justiça na criação e manutenção de igualdade de oportunidades, entre os alunos, no acesso às TIC; as novas maneiras de encarar as relações pedagógicas entre os alunos, professores e encarregados de educação, que as TIC permitem; as novas possibilidades que as TIC encerram de compreender o mundo, especialmente o científico, com recurso aos programas de simulação; as mais-valias que as TIC oferecem que as TIC oferecem para o ensino de alunos com necessidades educativas especiais; a possibilidade de troca de saberes e experiências com outros alunos, com comunidades científicas, etc.

"É consensual na sociedade em geral e na comunidade educativa, em particular, que já não é possível pensarmos uma escola sem Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC)." A afirmação pertence à professora Jacinta Paiva, coordenadora do estudo "As Tecnologias de Informação e Comunicação: utilização pelos professores".

À luz do que foi referido anteriormente, questionamo-nos acerca de como é que o professor de Inglês usa as Novas Tecnologias e a Internet, quer a nível pessoal, quer a nível educativo. Interrogamo-nos, também, acerca de como é que uma atitude positiva face à Internet se traduz em termos de prática lectiva e quais as razões que levarão a uma eventual não utilização da Internet. Em síntese diremos que estas são algumas das questões a que o presente estudo procura responder.

Por isso, no intuito de darmos um contributo para o estudo desta temática, a presente investigação baseia-se no seguinte problema: “Que rentabilização pedagógica das ferramentas e programas de concepção de conteúdos interactivos da novas tecnologias e da Internet é feita pelos professores de Inglês do 2º e 3º ciclos do distrito de Beja?”.

 

 

CARACTERIZAÇÃO DO PROBLEMA

À luz do que foi referido anteriormente, questionamo-nos acerca de como é que o professor de Inglês usa as Novas Tecnologias e a Internet, quer a nível pessoal, quer a nível educativo. Interrogamo-nos, também, acerca de como é que uma atitude positiva face à Internet se traduz em termos de prática lectiva e quais as razões que levarão a uma eventual não utilização da Internet. Em síntese diremos que estas são algumas das questões a que o presente estudo procura responder.

Por isso, no intuito de darmos um contributo para o estudo desta temática, a presente investigação baseia-se no seguinte problema: “Que rentabilização pedagógica das ferramentas e programas de concepção de conteúdos interactivos da novas tecnologias e da Internet é feita pelos professores de Inglês do 2º e 3º ciclos do distrito de Beja?”.

 

 

OBJECTIVOS:

No sentido de operacionalizarmos este problema de investigação iremos caracterizar a população em estudo em termos de utilização da Ferramentas e Programas e da Internet com o objectivo de:

 (a) quantificar os professores que utilizam ferramentas e programas de concepção de conteúdos interactivos na sua prática lectiva;

(b) quantificar os professores que utilizam a Internet na sua prática lectiva

(c) descrever a forma como o professor usa ferramentas e programas de concepção de conteúdos interactivos, quer a nível pessoal, quer a nível educativo;

(d) descrever a forma como o professor usa a Internet, quer a nível pessoal, quer a nível educativo;

(e) conhecer as razões que levam à utilização / não utilização das ferramentas e programas de concepção de conteúdos interactivos em contexto educativo;

(f) conhecer as razões que levam à utilização / não utilização da Internet em contexto educativo;

(g) conhecer a forma de acesso Às novas tecnologias por parte dos professores de inglês do distrito de Beja.

Este estudo é composto por duas fases: numa primeira fase faremos uma descrição geral e completa de cada uma das variáveis presentes - vertente descritiva. Numa segunda fase, e no intuito de conhecermos a rentabilização global e pedagógica das ferramentas e programas de concepção de conteúdos interactivos das novas tecnologias e da Internet feita pelos professores de Inglês numa vertente quantitativa e qualitativa.

 

METODOLOGIA

            Na presente investigação optámos por um estudo de população, que corresponde ao total de professores de Inglês do 2º e 3º ciclos, do Quadro de Escola e do Quadro de Zona Pedagógica do distrito de Beja. Este estudo refere-se a dois anos lectivos: 2005/2006, em que será aplicado o questionário inicial e 2006/2007, em que irá ser aplicado o questionário final. No ano lectivo 2005/2006, o universo estatístico irá corresponder a um total de aproximado entre 90 e 120 professores.

O questionário inicial, versão inicial do questionário, constituiu, então, a primeira forma de recolha de dados a ser utilizada. Durante o mês de Fevereiro de 2006 faremos um primeiro contacto com os Conselhos Executivos de cada uma das escolas do distrito de Beja, no intuito obtermos informações relativas ao número de professores de Inglês do 2º e 3º ciclos do ensino básico. Estes contactos serão efectuados telefonicamente e através da deslocação às escolas. No final de Março e durante a primeira quinzena de Abril, serão entregues os questionário inicial a um elemento do Conselho Executivo de cada uma das escolas, para serem distribuídos pelos professores de Inglês, que fazem parte da amostra. Durante o mês de Abril e Maio, deslocámo-nos às escolas para recolher os questionários iniciais.

O questionário inicial começa com uma apresentação onde incluímos vários elementos:

(a) o nome da instituição escolar à qual o investigador está ligado;

(b) razão da aplicação do questionário;

(c) uma apresentação curta da natureza geral do questionário;

(d) referências ao anonimato e confidencialidade das respostas e um pedido para que as respostas sejam sinceras.

O questionário inicial ainda refere o tempo aproximado de preenchimento, um agradecimento pela colaboração e um pedido de desculpas pela extensão do mesmo. Apesar de termos consciência da extensão do questionário, seguimos Moreira (2004) quando refere que “um questionário mais curto fornece menos informação e/ou informação menos rigorosa” (p.214).

 

CARACTERIZAÇÃO DA AMOSTRA

 

Para facilitar a tarefa dos inquiridos, tivemos o cuidado de organizar o questionário inicial, segundo uma forma lógica, com as diversas unidades bem individualizados e numerados de uma forma sequencial contendo os respectivos itens:

 

A- Dados pessoais e profissionais:

 

o sexo, a idade, habilitações académicas, instituição onde realizou a formação inicial, tipo de profissionalização, situação profissional, tempo de serviço, nível de ensino que lecciona, outras actividades que tem a seu cargo para além da componente lectiva;

 

B- Tipo de formação que o professor tem em novas tecnologias e Internet, adquirida tanto na formação inicial, como na formação contínua:

identificação do processo de iniciação ao mundo da informática, existência de alguma disciplina onde se abordasse a utilização da Internet para fins pedagógicos, âmbito da maioria das acções de formação realizadas em informática, âmbito da maioria das acções de formação realizadas em Internet, avaliação das acções de formação frequentadas em Internet, áreas em que sente mais necessidade de formação;

 

C- Caracterização do equipamento informático em casa e na escola:

caracterização do equipamento informático que o professor possui em casa, equipamento informático existente na escola, ligados à Internet;

 

D- utilização do equipamento informático em casa e na escola:

frequência de utilização do computador, tipo de actividades que realiza com o computador a nível pessoal;

 

E- Utilização da Internet a nível pessoal:

local de utilização da Internet, frequência de utilização, tipo de tarefas que realiza, tipo de informação que pesquisa, com quem comunica por e-mail, factores de impedimento de uma maior utilização;

 

F- Utilização da Internet a nível educativo na aula de Inglês com interacção directa com os alunos:

contexto de utilização, frequência de utilização, tipo de actividades que realiza na área do Inglês em que a Internet é utilizada, tipo de tarefas realizadas com os alunos;

 

G- Utilização da Internet a nível educativo, sem interacção directa com os alunos:

tipo de actividades, produção de conteúdos educativos para a web, preparação de aulas, avaliação dos alunos, factores de impedimento de uma maior utilização da Internet;

 

H- Programas utilizados na concepção de conteúdos para as aulas de Inglês:

Tipo de programas, como processador de texto, apresentações digitais, etc.

 

I- Ferramentas de concepção de conteúdos interactivos:

Tipo de ferramentas, conhecimento ou não, frequência de utilização;

 

J- Ferramentas de comunicação:

Conhece ou desconhece vários tipos de ferramentas de comunicação, a sua utilização em contexto educativo e pessoal.

 

L- Dos seguintes conteúdos interactivos on-line quais os que conhece e utiliza:

Tipos de conteúdos como webquests, caça ao tesouro, puzzles interactivos, jogos, vídeo e áudio no contexto de sala de aula, sua utilização e frequência.

 

M- Opinião geral sobre a Internet e as ferramentas e programas de concepção de conteúdos interactivos

composto por afirmações, onde o professor terá de exprimir a seu grau de concordância;

Quanto ao tipo de questões, optámos por todas serem de resposta fechada, uma vez que se adequam melhor ao estudo. No entanto, para que o respondente não se sentisse limitado às opções propostas, incluímos em algumas questões a opção “outros”, onde o professor pode assinalar outros aspectos importantes não considerados na questão.

De acordo com Ghiglione e Matalon (1995),

quando a primeira versão do questionário ficar redigida, ou seja, quando a formulação de todas as questões e a sua ordem são provisoriamente fixadas, é necessário garantir que o questionário seja de facto aplicável e que responda efectivamente aos problemas colocados pelo investigador” (p. 172).

 

Como afirma Tuckman (1978), é

“highly desirable to run a pilot test on a questionnaire and to revise it based on the results of the test. A pilot test, which uses a group of respondents who are part of the intended test population but will not be part of the sample, attempts to determine whether questionnaire items possess the desirable qualities of measurement and discriminability”. (p.225)

 

Por isso, com vista a testar o questionário inicial realizámos uma aplicação a um grupo restrito de escolas (correspondentes a 30% do total de escolas), em iguais condições às dos futuros inquiridos, e a alguns peritos, de forma a obtermos algumas sugestões para uma possível reformulação do questionário inicial, nomeadamente na redacção dos itens.

 A selecção da amostra foi feita com base em variáveis pré-identificadas como: local onde se situa a escola (cidade ou vila); níveis de ensino (2º ou 3º ciclo) e situação profissional (Quadro de Escola ou Quadro de Zona Pedagógica).

Após esta escolha das escolas foram sorteadas aleatoriamente aquelas onde aplicamos o questionário inicial e com recurso a todos os professores dessas escolas, tendo em conta que decidimos aplicar uma fracção de 30% de amostragem e a três especialistas da área de planeamento e psicologia na configuração estrutural e lógica do questionário através da deslocação aos seus gabinetes nomeadamente numa Associação de Defesa do Património em Mértola para uma entrevista pessoal.

 

 

IMPLICAÇÕES DA INVESTIGAÇÃO

 

No intuito de darmos um contributo para o estudo desta temática, a presente investigação baseia-se no seguinte problema: “Que rentabilização pedagógica das ferramentas e programas de concepção de conteúdos interactivos das Novas Tecnologias e da Internet é feita pelos professores de Inglês do 2º e 3º ciclos do distrito de Beja?” de forma a alterar e alertar para métodos e hábitos pedagógicos e/ou pessoais na aquisição e transmissão de conhecimentos e competências de base e valorativas no âmbito da aprendizagem da língua estrangeira – inglês, assim como quantificar os professores que utilizam a Internet na sua prática lectiva, descrever a forma como o professor usa as ferramentas e programas tal como a Internet, quer a nível pessoal, quer a nível profissional e em termos educativo e conhecer as razões que levam à utilização / não utilização em contexto educativo.

Desejamos igualmente lidar directa e especificamente com as necessidades académicas dos alunos e para dar-lhes um sentido de autodeterminação e a possibilidade de eles participarem no seu próprio processo de ensino-aprendizagem, no qual passam a desempenhar um papel mais activo de maneira interactiva, rigorosamente pesquisada e que remete directamente às suas expectativas e aspirações académicas que fundamenta e rege as novas formas de fazer chegar aos alunos os ensinamentos necessários nesta área.

Referências bibliográficas

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Questionário